Pró - Música
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O Projeto de Formação de Músicos



Orquestra de CâmaraA formação de músicos de orquestra, ao lado da divulgação da música erudita mesmo entre os não iniciados, sempre foi um objetivo e para isto, a direção do centro cultural criou um programa de avaliação e promoção de alunos da Escola de Artes Pró-Música. Hoje, cada um dos cerca de 1.500 alunos da escola conhece ou participa deste programa, que inclui aulas (cursos e oficinas eventuais com nomes de referência no ensino de instrumentos), audições públicas, avaliação para obtenção de bolsas e seleção para as orquestras.

O sistema de bolsas, com empréstimo de instrumentos, dá oportunidade anualmente a 250 interessados. Estes alunos serão avaliados durante oito meses, prazo de carência das bolsas. Nos primeiros três meses, a adequação do aluno ao instrumento é analisada. Muitas vezes, depois deste período, o estudante opta por um segundo instrumento, com o qual sua habilidade se mostra. Assim, a escola evita pré-julgar, só com base em uma experiência, a desenvoltura do candidato. Aqueles que têm performance de destaque, são convidados a participar das orquestras Pré-Escola e Escola, e assim até a Orquestra de Câmara, passando antes pela Sinfônica Jovem.

Muitos dos jovens que passaram pelo Pró-Música fizeram da música uma segunda atividade; outros buscaram a profissionalização através do ensino, tornando-se professores de música; enquanto outros encontraram o caminho das orquestras e atuam, no Brasil ou no exterior, carregando lembranças de seu primeiro violino, viola ou violoncelo, emprestados pelo Pró-Música. Mas, mais importante que isto, levando o aprendizado que os pôs em contato com professores em constante processo de aperfeiçoamento, com métodos atualizados, com nomes de referência no Brasil e no mundo, e permitiu que participassem de eventos como o Festival de Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. O festival é uma realização que faz parte do calendário internacional, e chega em 99 a sua décima edição como integrante das comemorações oficiais pelos 500 anos de descobrimento do Brasil preparadas pelo Ministério das Relações Exteriores.

Custos

O empréstimo de instrumentos e a remuneração de professores são os principais custos fixos do programa. Mas há outros, como a manutenção de instrumentos. Para adquirir, ao longo dos anos, mais de duas centenas de instrumentos - e não se restringir ao violino, abrindo espaço para viola e violoncelo - o Centro Cultural investiu recursos na ordem de R$ 300 mil. Conserva-los em bom estado - inclusive com material de reposição, como cordas - e pagar salários aos professores que atendem bolsistas consome em torno de R$84 mil/ano.

Belgo MúsicosA continuidade do programa, entretanto, só é possível graças à credibilidade alcançada, que suscita doações e colaborações de várias partes do país. E esta participação não se restringe à iniciativa privada, amparada por leis de incentivo à cultura. Mesmo músicos que nunca estiveram em Juiz de Fora para conferir de perto o trabalho apostam na seriedade comprovada por tantas realizações e enviam instrumentos que custam no mercado entre R$ 1 mil e R$3 mil.