A Galeria Renato de Almeida, do Pró-Música, nasceu sob o signo do inconformismo e da luta pela garantia de liberdade artística. Em 1974, o então jovem artista, Arlindo Daibert teve rejeitado para exposição um conjunto de trabalhos pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Temática relacionada ao erotismo foi a justificativa apresentada a Daibert. A direção do Pró-Música garantiu a realização da mostra e fez dela a exposição de abertura da Galeria Renato de Almeida.
A partir da inauguração, com o artista que se tornaria depois reconhecido internacionalmente, a Galeria do Pró-Música tem sido um espaço democrático para a pintura, sem censurar os temas propostos pelos artistas, mas sempre mantendo critérios em que a qualidade estética aparece em primeiro lugar.
Referencial de qualidade
Desde então, antes e depois da reforma, o foyer do teatro passou a ser um dos referenciais do circuito local. Os pintores que fizeram e fazem a história das artes plásticas em Juiz de Fora passaram pela galeria. Depois de Daibert, vieram nomes como Eliardo França, Dnar Rocha, Henrique Lott, Claro de Campos, Sthelling e Carlos Bracher.
E foi justamente Bracher quem reabriu o espaço remodelado com a exposição de trabalhos da década de 90, na abertura do 8º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, em julho de 97.
A Galeria do Pró-Música foi uma das primeiras galerias de arte da cidade, e ocupou o espaço deixado pela tradicional Galeria Celina. A direção do Centro Cultural Pró-Música investiu, ao longo de mais de duas décadas, na manutenção de um espaço democrático para a pintura, que agora entra em nova fase com o projeto A arte em suas mãos.