A festa da música tomou conta de Juiz de Fora na segunda quinzena de julho. Mais de 80 mil pessoas assistiram aos concertos do 19º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga em teatros, igrejas e no palco montado no Calçadão da Halfeld. É o maior evento de música antiga e barroca da América Latina, cujo público lotou os 32 concertos gratuitos de orquestras e grupos nacionais e internacionais. Entre as oficinas, 678 alunos tiveram a oportunidade de ter aulas com os mais gabaritados professores do Brasil e do mundo. Na platéia, muitos vieram pela primeira vez e se encantaram com o evento, enquanto outros mantiveram a tradição de prestigiar a programação diária e de alta qualidade. A Orquestra Barroca, regida pelo violinista Luís Otávio Santos, diretor artístico do festival, gravou o seu nono CD, e registrou a primeira sinfonia nos moldes clássicos composta em solo brasileiro: a Sinfonie a Grand Orchestre, em mi bemol maior, do austríaco Sigismund Ritter von Neukomm. A gravação foi uma homenagem aos 200 anos da vinda da Família Real ao Brasil. No mesmo álbum, foi gravada uma das mais importantes obras do período clássico europeu: a Sinfonia “Haffner” em ré maior KV 385 de W. A. Mozart. Durante o festival, foi realizado ainda o VIII Encontro de Musicologia Histórica.
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