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Festival cumpre proposta de ensino e resgate da MÚSICA ANTIGA E BARROCA

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Divulgação
A ORQUESTRA BARROCA DO FESTIVAL TEVE A PARTICIPAÇÃO DE 35 MÚSICOS DE BRASIL, FRANÇA, ISRAEL, ARGENTINA, IRLANDA, HOLANDA, EUA, BÉLGICA E ITÁLIA, QUE REGISTRARAM DUAS IMPORTANTES OBRAS EM CD E SE APRESENTARAM EM JF E NO RIO
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Quase duas décadas depois de iniciado, o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira continua formando público e encantando quem mora ou chega a Juiz de Fora na segunda quinzena de julho. É o maior evento do gênero na América Latina, que leva a música de qualidade para palcos a céu aberto ou para igrejas e teatros. Durante a décima nona edição, realizada pelo Centro Cultural Pró-Música, os concertos foram apreciados por um público de 80 mil pessoas. Foram 32 apresentações em Juiz de Fora, entre os dias 13 e 26 de julho, com a participação de 753 músicos de orquestras, corais, bandas, madrigais, duos, entre outras formações. O festival também aconteceu em palcos avançados, no Rio de Janeiro, Tiradentes, São João del Rei, São Lourenço e Coronel Pacheco.
Entre os destaques desta edição, mais um registro inédito em CD da Orquestra Barroca, regida pelo diretor artístico do festival, o violinista Luís Otávio Santos. Esta gravação materializa o projeto de divulgação da música colonial brasileira e da música antiga realizado pelo Festival. O nono álbum da orquestra foi uma homenagem aos 200 anos da vinda da Família Real para o Brasil. Os músicos gravaram a primeira sinfonia nos moldes clássicos composta em solo brasileiro: a Sinfonie a Grand Orchestre, em mi bemol maior, do austríaco Sigismund Ritter von Neukomm. O compositor veio para o Brasil seguindo a Corte Portuguesa. A gravação ainda traz uma das mais importantes obras do período clássico europeu: a Sinfonia “Haffner” em ré maior KV 385, de Mozart. O registro aconteceu entre os dias 9 e 12 de julho, e o público juizforano pôde conferir este importante resgate histórico no dia 14 de julho, no Cine-Theatro Central.
A apresentação da Orquestra Barroca para os juizforanos foi um momento marcante do festival, com o público atento às notas e aos acordes de instrumentos que recriavam a sonoridade e a técnica da época em que foram compostas. Este concerto aconteceu depois de um final de semana de muitos aplausos e vibrações também por causa da música. Primeiro, na pré-abertura do festival, com o Coral Lês Pettis Chanteurs, de Lyon, na França, no dia 12, depois com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, cujo solista venezuelano Alcides Rodriguez, nas maracas, deixou a platéia extasiada.
Além da música, um dos maiores expoentes brasileiros do mundo das artes plásticas esteve presente no festival. Carlos Bracher trouxe a sua terra natal a exposição “Bracher Brasília”, uma homenagem à construção de Brasília e seus criadores, em especial Juscelino Kubitschek e Oscar Niemeyer. Vinte e quatro obras do artista puderam ser conferidas pelo público entre os dias 12 e 26 de julho, na Galeria Renato de Almeida.
Ensino da música
O público também pôde acompanhar outro destaque do festival: o ensino da música. Nesta edição foram 678 estudantes, sendo 400 de Juiz de Fora e 278 vindos de várias partes do Brasil, como outras cidades de Minas, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul. Entre as participações internacionais, há alunos de Estados Unidos e Argentina. Durante 15 dias, eles passaram por estudo intensivo de música e canto nas dependências do Instituto Estadual de Educação (Escola Normal) e no Conservatório Estadual de Música Haidée França Americano. Este aprendizado pôde ser conferido nas audições públicas dos alunos e nos concertos realizados nos dois últimos dias do festival. Sete formações musicais de alunos se apresentaram: Orquestra de Crianças do Festival, Orquestra Experimental do Festival, Madrigal do Festival, Banda Sinfônica do Festival, Orquestra Sinfônica do Festival, Orquestra e Coro Colonial do Festival.
Muitos alunos que vieram de outras cidades puderam contar com os alojamentos nos Grupos Centrais, no Stella Matutina e no Cesporte, importantes parceiros para a realização do evento. Para a realização de mais esta edição, foi essencial o patrocínio de Petrobrás, TIM, Cemig, Prefeitura de Juiz de Fora e ArcelorMittal e apoio de Funalfa, Mercedes-Benz, Instituto Estadual de Educação, Conservatório Estadual Haidée França Americano, UFJF, Panorama, Trópico Propaganda, Tribuna de Minas, Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Shopping Independência, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Grupos Centrais, Stella Matutina e Família Sarmento.
Encontro de Musicologia
A trajetória de abrir espaços para estudos avançados foi mantida com a oitava edição do Encontro de Musicologia Histórica, realizado como parte do festival. O encontro, que este ano teve a participação de 30 estudiosos, é o maior evento brasileiro do gênero em número de edições bienais, número de trabalhos apresentados e impressos e duração temporal. Entre 18 e 20 de julho, foram apresentadas comunicações relacionadas ao tema “Música e história no Brasil”. Durante o evento, coordenado pelo professor Paulo Castagna, foram lançados os anais do VII Encontro, realizado em 2006.
Incremento à economia
A importância do festival vai além da música para Juiz de Fora. O evento é considerado um dos principais do município para fomentar a economia. As centenas de alunos, professores e músicos dos grupos e orquestras que vêm à cidade incrementam o setor hoteleiro, ocupando cerca de mil vagas, além de alavancarem o movimento em restaurantes e também no comércio.
O Festival em números
753 músicos nos concertos noturnos
297 músicos nas apresentações no Calçadão
678 alunos
80 mil pessoas assistiram aos concertos
50 professores
37 oficinas
32 concertos e apresentações
30 musicólogos participantes
01 exposição com 30 obras
Lançamento de 01 livro e 01 CD
Mais de 1.000 diárias de hotel
210 alojamentos diários
170 refeições diárias em restaurantes
05 patrocinadores
11 apoiadores
12 estagiários de turismo
10 voluntários no atendimento
7 formações musicais de alunos do Festival
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